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RJ: megaoperação tenta prender integrantes do CV nos complexos do Alemão e da Penha

Até o momento, segundo a Polícia Civil, 86 criminosos foram presos, além de diversas armas e rádios comunicadores apreendidos

Da redação
DA REDAÇÃO

28/10/2025 • 08:18 • Atualizado em 28/10/2025 • 08:18

Uma megaoperação com 2,5 mil policiais civis e militares é realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28). A ação, chamada Operação Contenção, tem o objetivo de combater a expansão territorial do Comando Vermelho.

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Até o momento, segundo a Polícia Civil, 64 mortos, sendo 4 policiais, além de 86 criminosos presos, 93 fuzis e rádios comunicadores apreendidos.

Três pessoas foram baleadas - uma mulher atingida dentro de uma academia e um morador em situação de rua, ambos no Getúlio Vargas, além de um policial do Bope ferido de raspão. Não há informações atualizadas sobre o estado de saúde das vítimas.

Em coletiva de imprensa, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, confirmou que Belão do Quitungo foi preso durante a megaoperação.

Veja o balanço mais recente da operação Contenção:

  • Uma pessoa em situação de rua baleada;
  • Uma mulher que estava na academia foi baleada;
  • Um PM do Bope baleado de raspão;
  • 60 bandidos mortos;
  • Quatro policiais mortos;
  • 86 presos;
  • 93 fuzis apreendidos
  • 49 escolas municipais fechadas, sendo 32 no Alemão e 17 na Penha;
  • 208 linhas de ônibus desviadas do Alemão e da Penha.

“A operação, que também conta com promotores do Ministério Público Estadual, foi deflagrada a partir de mais de um ano de investigação e mandados de busca e apreensão e de prisão obtidos pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE)”, informou o órgão em nota.

“A ação visa capturar lideranças criminosas do Rio e de outros estados e combater a expansão territorial do Comando Vermelho. Os dois complexos abrigam 26 comunidades”, acrescentou.

Desde as primeiras horas da manhã, moradores relatam intensos tiroteios. Criminosos incendiaram barricadas em diferentes acessos às comunidades, dificultando a entrada das forças de segurança.

Além de aparato tecnológico, como drones, a Operação Contenção conta com dois helicópteros, 32 blindados terrestres e 12 veículos de demolição do Núcleo de Apoio às Operações Especiais da PM, além de ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate.

“Estamos atuando com força máxima e de forma integrada, para deixar bem claro que quem exerce o poder é o Estado. Os verdadeiros donos desses territórios são os cidadãos de bem, trabalhadores. Seguiremos firmes na luta contra o crime organizado”, disse o governador Cláudio Castro.

Devido à operação, 49 escolas municipais foram fechadas - 32 no Complexo do Alemão e 17 na Penha - afetando o funcionamento das unidades e o atendimento a milhares de alunos. Além disso, 12 linhas de ônibus foram desviadas nos dois complexos, impactando o transporte público local.

Entrevista com Cláudio Castro

Após a megaoperação que deixou um rastro de violência e mortes no Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro, em entrevista exclusiva ao "Brasil Urgente", justificou a ausência de apoio do governo federal na ação e fez duras críticas à postura da União em relação à segurança pública. Segundo Castro, pedidos de auxílio anteriores foram negados, o que levou o estado a agir por conta própria.

O governador aproveitou para fazer uma crítica mais ampla, afirmando que a segurança pública não é tratada como prioridade pelo governo federal. "A gente não enxerga isso como prioridade do governo federal", disparou. Embora tenha elogiado ações pontuais da Polícia Federal, como o fechamento de uma fábrica de fuzis, ele criticou a falta de eficácia no controle de fronteiras e na lavagem de dinheiro, fatores que, segundo ele, permitem que as facções criminosas acumulem um "poder bélico e financeiro incalculável".

Mapa da Guerra

Em meio à caótica operação policial que deixou o Rio de Janeiro em estado de alerta, o programa "Brasil Urgente" apresentou uma verdadeira radiografia do crime na região metropolitana. Utilizando um mapa detalhado que colore as áreas de influência de cada facção, os jornalistas Joel Datena e Rodolfo Schneider explicaram a complexa teia de poder que levou ao confronto e por que o Complexo da Penha se tornou um alvo tão crucial.

O mapa choca pela dimensão do domínio territorial. Com a cor vermelha, o Comando Vermelho (CV) aparece como a facção predominante, com uma mancha quase contínua de poder que se estende por vastas áreas da capital, da Baixada Fluminense e, de forma avassaladora, em Niterói e São Gonçalo, do outro lado da Baía de Guanabara.

*Com informações da BandNews FM Rio de Janeiro